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Nunca fiz uma playlist no Spotify #8 - Chill Out Motherfucker

Todas as pessoas já viveram aquela semana terrível, cruel e cretina onde tudo parece dar errado. Dizer que parece chega até a ser um elogio, por que tem horas que é complicado... Você olha pra cima no fim do expediente e pensa: o que eu estou fazendo com a minha vida?!

Mas ainda bem que existe a música. O Nietzsche estava certo quando disse que sem melodia a vida seria um erro, ainda mais quando as coisas vão aos trancos e barrancos e seus ouvidos precisam de uma válvula de escape.


Por isso, pensando também nos grooves como uma poderosa alternativa terapêutica, o Macrocefalia Musical elaborou a oitava playlist da série "Nunca Fiz Uma Playlist No Spotify", pensando justamente nas pessoas que, apesar de quererem muito, não podem simplesmente dar alguns catiripapos na chefia.

Então prepare-se e, como dizem os americanos: "Layback and dig". Esse mais novo set de 30 takes promete pelo menos tentar acalmar os meliantes que estiverem mais alterados.

Aperte o play. I double dare you motherfucker.


Para sacar as outras playlists, basta clicar nos links abaixo:
1) Groove de alta patente
2) Abraxas
3) Welcome to Jamaica
4) Stevie Ray Vaughan SRV
5) Sexta-feira
6) Correndo pra chegar no trampo
7) Frank Zappa For President


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Nunca fiz uma Playlist no Spotify #7 - Frank Zappa For President

O maior bigode de todos os tempos. Sem dúvida alguma um dos guitarristas mais importantes para o desenvolvimento, não só de seu instrumento principal, mas da música num contexto geral.

Irreverente, dono de infinitas facetas estéticas e deveras engajado politicamente, Frank Zappa é um ícone da música e sua Gibson, desde que tivesse um cigarro Winston encaixado no headstock, fazia exatamente o que ele queria. 


Suas dezenas de bandas de apoio apresentaram incontáveis músicos brilhantes para o mundo. De Terry Bozzio a Ed Mann, de Steve Vai a Vinnie Colaiuta, passando por Ike Willis e Napoleon Murphy Brock. 

E mesmo quando o cidadão partiu para um campo mais tecnológico para fazer experimentos com um synclavier (sintetizador digital), até ai é perceptível que o oriundo de Baltimore conseguiu o som que queria. 


É exatamente por toda a sua Zappografia e seus incontáveis discos ao vivo, de estúdio, sejam eles simples ou duplos, que hoje, a sétima playlist do Macrocefalia Musical será toda dedicada ao maior sex symbol do The Mothers Of Invention.

Prepare seu bigode, deixe o Winston no esquema e aperte play num set de 30 takes que tenta cumprir uma tarefa dificílima: resumir a carreira de um dos músicos mais prolíficos da história.


Acredito que falhamos miseravelmente, mas por Zappa, nós tentamos, e nele, se ainda fosse possível, votaríamos.

Mr. Z, só Frank, apenas Zappa, ou chamando pelo nome completo, AKA Frank Vincent Zappa, uma coisa é certa: se ele aparecesse na urna com a foto da capa do Joe's Garage, eu não só apertaria o verde, como também confirmava.

Viva a música cerebral.

Para conferir as outras playlists da nossa série semanal, basta clicar nos links abaixo:


1) Groove de alta patente
2) Abraxas
3) Welcome to Jamaica
4) Stevie Ray Vaughan SRV
5) Sexta-feira
6) Correndo pra chegar no trampo

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Até o Larry Coryell já tentou ser o Jimi Hendrix

Um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Larry Coryell foi um daqueles músicos brilhantes que tocou de tudo. Do Funk ao Rock Psicodélico, do Jazz mais careta até o puro e praticamente Heavy/Fusion, durante sua época com a fantástica The Eleventh House. 

Mas o que poucos sabem é da paixão que um dos maiores estudiosos da guitarra nutria por um certo Jimi Hendrix. Sim, aquele meliante blueseiro-psicodélico que, pelo menos em termos estéticos, era completamente diferente e não adepto da cozinha milimetricamente calculada do "Godfather Of Fusion".


Mas até para se entender todo o impacto de Jimi Hendrix na música, existe um disco do próprio Larry Coryell que consegue elucidar como o devasso feeling do cherokee mudou a percepção de todo e qualquer guitarrista que ousasse transcender a guitarra elétrica, tal qual Larry (também) fez.

Line Up:
Larry Coryell (baixo/guitarra/teclado/piano/sintetizadores/vocal)
Mike Mandel (teclado/piano/órgão)
Mervin Bronson (baixo)
Chuck Rainey (baixo/guitarra)
Albert Stinson (baixo)
Ron Carter (baixo)
Bernard Purdie (bateria)
Jim Pepper (flauta/saxofone)



Track List:
"Sex"
''Beautiful Woman"
''The Jam With Albert"
''Elementary Guitar Solo #5"
"No One Really Knows"
''Morning Sickness"
"Ah Wuv Ooh"


Segundo disco do guitarrista como líder de sua própria banda de apoio em carreira solo, "Coryell", lançado em 1969, é um disco completamente contemporâneo aos devaneios Hendrixianos na guitarra.

Com um approach raro em sua discografia e com uma abordagem quase que psicodélica perante os seus padrões no Jazz-Rock, esse disco é a prova de como Hendrix foi capaz de influenciar todos os músicos de sua época, independente das vertentes em voga.

E um exemplo desse fenômeno é que até o Larry Coryell se viu improvisando demencialmente em faixas como a estrondosa "The Jam With Albert".


Além de um disco peculiar na discografia do músico (que infelizmente nos deixou em fevereiro de 2017), "Coryell" pode ser visto como a semente fundamental para trabalhos que só começariam a brotar num futuro próximo.

Foi durante a década de 70, tocando ao lado de músicos do nível de John McLaughlin, Alphonse Mouzon, Chick Corea e etc, que Larry não só desafiou os padrões do Jazz, mas também colocou a guitarra elétrica num outro patamar criativo.

Por isso que temas selvagens como "Sex" mostram, não só um competente Larry nos vocais, mas evidenciam o que um músico tecnicamente brilhante consegue fazer dentro de um contexto musical livre como esse aqui.

Mais do que 7 takes envoltos por pouco menos de 40 minutos de som, o que fica é o inovador experimento com sintetizadores, solos de guitarra com uma abordagem bastante visceral (como em temas do nível de "Elementary Guitar Solo #5) e as participações de músicos seminais para seus respectivos instrumentos, como o Ron Carter (baixo) e Bernard Purdie (bateria).

É impossível ouvir esse disco e não pensar no que Larry & Jimi poderiam ter feito juntos.

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Nunca fiz uma playlist no Spotify #6 - Correndo pra chegar no trampo

Todo mundo já acordou do nada, no susto e quando percebeu já estava correndo pela casa catando cavaco, contando moeda e procurando o pé esquerdo de um tênis que talvez nem seja do mesmo par desse que está no seu pé direito.

São nesses momentos que a humanidade brilha. Justamente quando estamos no limbo, mostramos que o chamado "preparo físico" é um termo claramente inventado pela globo e corremos muito. Como se a nossa vida dependesse disso, chegar no trabalho, nem que seja sem ar, é questão de honra.


Por isso, para auxiliar os maratonistas do desespero, tomei a liberdade de fazer uma playlist que promete fazer qualquer fumante correr mais do que ambulante quando se liga no rapa. De Cactus à Deep Purple, esse set de 30 takes mostra que não existem distâncias quando você tem uma reunião as 9:00 e acordou 8:45.

Se ligue nas outras playlists e não se esqueça: não importa se tu vai chegar na hora certa, na errada ou em nenhum momento, o lance é apertar o play.

1) Groove de alta patente
2) Abraxas
3) Welcome to Jamaica
4) Stevie Ray Vaughan SRV
5) Sexta-feira

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Jazz Funk com Charas - Saque o groove do novo disco do Chaiss

A música é um DNA engraçado. É interessante perceber as variações, como os formatos influenciam na dinâmica do som e como até mesmo as referências podem se manter as mesmas, apenas aparando arestas rumo a uma expressão artística cada vez mais exata.

Lapidar o som é um processo longo e muitas pessoas pensam que encontrar uma fórmula está intimamente ligado ao fator entrosamento. Tocar com as mesmas pessoas facilita, mas conseguir novas perspectivas é algo que também enriquece bastante o lado criativo.

Ficou difícil de compreender? Imagine então que você tem uma banda de Jazz e que gravou um disco em quinteto, logo depois de ter passado por diversos formatos, incluindo, duo, trio e quarteto. Fica claro como os referenciais mudam, como a música se enquadra a esses conceitos e como tudo é uma questão de distribuir os recursos.

Foto: Welder Rodrigues

A identidade de uma banda vai ser sempre o que ela busca para si. Para tangibilizar essa pensamento, basta pegar os paulistas do Chaiss na Mala, por exemplo. Projeto criado em 2009, esse combo de meliantes já passou por diversos padrões de formação, começando inicialmente em duo (com o baterista Fábio Albuquerque e o bass man Rob Ashtoffen), depois migrando pra trio, quarteto, quinteto... O lance é justamente esse: desafiar o Jazz.

Expandir panoramas musicais é necessário e abraçar a mudança talvez seja o principal fator que contribua na caminhada de uma das bandas mais interessantes que habitam esse meando Jazzístico. Com uma proposta Fusion, Prog, Funk, bastante ácida e que fomenta a criatividade com bastante propriedade e variação, o Chaiss chegou no segundo CD  de estúdio tinindo.

E já que entre o debutante do grupo (o interessantíssimo "Afrodisia", lançado em 2015) e o lançamento do "Charas", liberado no dia 06 de agosto de 2017, existem praticamente 2 anos de muito trabalho, nada mais justo que do que atualizar o software do Funk. Com um trabalho que consegue captar o atual momento da banda com um approach ainda mais orgânico que o anterior, dessa vez também em quarteto para novos experimentos mais uma vez 100% instrumentais, o Chaiss é de longe um dos grupos instrumentais mais originais da cena.

Line Up:
Rob Ashtoffen (baixo)
Fábio de Albuquerque (bateria/percussão)
Eder Hendrix (guitarra)
Vinicius Chagas (saxofone/flauta)


Arte: Thiago Amarante: AKA - "Mantega"

Track List:
"Jornada Transcendental"
"Gemini Taurus Vênus en Aires"
"Futuristic Beat"
"Mandrake"
"Somebody Love"


Em termos práticos, "Charas" foi um disco muito rápido. No meio de todos os meandros do processo de pré produção, produção, ensaio, gravação, mixagem, captação e edição do clipe, toda a cadeia foi finalizada em 3 meses de trabalho.

Um disco minimalista em termos de duração, o segundo trabalho de estúdio do grupo possui pouco mais de 22 minutos de duração, algo que apesar de parecer "fugir" dos padrões Jazzísticos em termos de improvisação e longa duração de temas, foi pensando justamente em função do objetivo de alcançar um linguagem cada vez mais exata, absoluta.

Isso não significa que a banda toque com pressa, muito pelo contrário. As linhas de sax em "Jornada Transcendental" possuem apenas 3 minutos e meio, porém sua classe é encantadora. O sax surge flutuante, numa daquelas linhas em que o ouvinte é obrigado a assoviar durante um mês, mas aí logo depois o Fábio aumenta a velocidade na bateria e aí o Jazz Rock já esquenta caldeirão.


É notável como a relação a entre duração dos temas e sua riqueza não é necessariamente proporcional. Em pouco mais de 5 cinco minutos, "Gemini Taurus Vênus en Aires", mostra uma profundidade belíssima. Detalhes de percussão, passagens de flauta... O minimalismo foi a saída para a riqueza sonora!

Uma proposta que surpreende o ouvinte e mostra uma visão sempre mutável de músicos com um toque claramente diferenciado. Vinicius Chagas mostra uma fluência impressionante no sax, além de uma abordagem muito pessoal no feeling de sua flauta. Rob sustenta o groove com um frescor tremendo (como em "Futuristic Beat") enquanto Martins (guitarra) e  Fábio (bateria) equilibram seus respectivos instintos mais viscerais em detrimento do colosso espiritual que é o Jazz.

Foto: Welder Rodrigues

Ao ouvir temas como "Mandrake", única faixa composta durante a gravação de "Charas", ou "Somebody Love" e a sedutora guitarra de Eder, fica claro como  missão desses caras é expandir o repertório do Jazz. É alavancar novos experimentos, abrir novas portas estéticas e tocar com ainda mais liberdade.

É claro que eles tocam de tudo. É bastante nítido como existem dezenas de elementos advindos de outras cozinhas, porém o ponto chave aqui é entender o processo de conversão de todas essas referências para dentro do mesmo ambiente, o Feng Shui do Jazz com assinatura do Thiago Amarante na capa.  Bravo!

Entrevista:

1) Como foi o processo de criar os temas sem tocá-los com a amplitude que o Jazz esse acostumado a ouvir?


Fábio de Albuquerque - Esse álbum foi pensado para ter uma gravação com temas mais enxutos. Ao tocar esses temas do Charas ao vivo perseguimos uma liberdade maior de expressão e compensamos com solos e improvisos mais longos. É até uma forma bacana de testar a amplitude das novas harmonias e das possibilidade de expandir cada uma das novas músicas.


Rob Ashtoffen - Cada trabalho, cada disco nos faz mudar a perspectiva. Se é um outro disco, está em outra época, então ele vai representar outra coisa que o anterior fez. Esse disco nasceu desse conceito e a mutabilidade é importante, essencial para o Chaiss. O conceito desse disco é de ser um gatilho. A gravação é uma mostra do que ao vivo acontece, pois assim é o jazz, presentificação.


Não temos pretensão de fazer CD, pois considero que essa mídia já está em vias de obsolescência e nos custa muito. Já tínhamos pensado nisso, em como as pessoas ouvem música hoje, e esse modo de playlists, etc, nos fizeram pensar na duração das músicas. Estamos experimentando, temos esse poder. Somos uma banda independente, não precisamos de números. Necessitamos expressar a nossa sinceridade na música, nas composições. Flertamos com o pop, com melodias mais soul, assoviáveis, ou também coisas mais progressivas, estranhas, tá tudo no mesmo disco.

Quando estávamos pra fazer a pré-produção, cheguei no Vinícius (saxofone) e pedi pra ele escolher umas composições dele mais pop nights. Ele riu e colocamos Futuristic Beat e Somebody love no disco. Ele gosta de compor umas coisas assim, fora do fusion quebradeira, bruxaria. 

2) Dentro desse esquema em quarteto, quais foram as principais alterações com relação a dinâmica sonora que a banda precisou absorver?


Fábio de Albuquerque - As alterações foram absorvidas tranquilamente. É uma das características do Chaiss ter esses perreios de mudanças e adaptações no som. Uma coisa que sinto um pouco falta é o recurso de naipe dos sopros, mas o Vinícius consegue lidar bem sozinho com o trabalho da linha de frente. Acredito que ficou até mais rentável para a banda dividir o cachê em 4 integrantes apenas. jaejaejaejeajjae

Rob Ashtoffen - A real é que um quarteto se basta. A administração de uma banda independente não é fácil. Tocamos jazz autoral em diversos lugares, festivais, casas de show, eventos, etc. Vivemos de música, precisamos de uma grana mesmo, pra pagar aluguel, pra pagar o próprio disco, para por comida na mesa. Tamo no corre todo dia. E no momento atual o quarteto se resolve. Agora na visão artística, acho que cada disco do Chaiss vai ter uma formação diferente. Deixamos o destino mandar.


3) A história do Chaiss mostra que o grupo passou por diversos formatos. Como é o recomeço depois de cada reencarnação na formação da banda?


Fábio de Albuquerque - Pelo aspecto prático de manutenção de banda é algo meio ruim, atrasa até um lado. Mas o Chaiss foi se formando nesse movimento interessante de tocar com muitas pessoas diferentes e posso assumir que isso só nos faz crescer musicalmente com esse intercâmbio todo. Mantivemos essa ideia de termos formações como algo que estará lá sempre no DNA do Chaiss. Mas quero deixar claro que o Eder e o Vinícius são nossos grandes amigos e esperamos tocar muito juntos ainda.

Rob Ashtoffen - No jazz, o intercâmbio de músicos e formações é uma coisa comum. A figura do 'sub' é bem comum. Como a gente trampa com isso, às vezes surge uma oportunidade massa e não dá pra negar show marcado. Contamos com uma galera que já tocou e ainda toca no Chaiss. E temos muita sorte de contar com músicos extraordinários, mestres mesmo que fazem os shows. Jackson Silva, um dos maiores baixistas da cena do jazz atual é o meu sub no baixo, por exemplo, hahah. Dá pra acreditar? Fernando Amaro, Wagner Vasconcelos do Hammond Grooves, Adalto Dias, Sintia Piccin, Richard Fermino, só pra citar alguns. Esperamos gravar com essa galera aí em breve. É uma relação de humildade, amor pela música mesmo, empatia pela proposta, pelo som e pela honestidade que temos em aprender com eles sempre.


4) Sempre vi o Chaiss com uma malandragem musical muito característica de quem toca na rua, como vocês fazem costumeiramente. Vocês acham que a facilidade em compreender novas dinâmicas com muita rapidez vem de toda essa experiência também?


Fábio de Albuquerque - Sem dúvida. Tocar na rua nos trouxe um lance de termos que assumir uma postura como banda, tanto de som quanto política.

Rob Ashtoffen - Ah certeza. Esse lance vem da nossa origem, da nossa vivência e só se estendeu pra música. A gente faz pesquisa de som, estuda sempre. Maturar-se como músico e como banda é importante. O Chaiss ainda terá uma longa vida, porque levamos tudo com calma, sem pretensão de estourar, ansiedades, etc. É na construção do caminho que a gente vai colhendo os frutos. Com calma e proceder hahaha


5) Confesso que depois do "Afrodisia" fique muito surpreso com o esse disco, mas visto que o objetivo de vocês é seguir com esse processo de desconstrução, é possível prever algo para um próximo trabalho?


Fábio de Albuquerque - Ideias de som e experimentações não faltam para um próximo trabalho. O que falta mesmo é o ca$caio e tempo para colocar isso em prática.

Rob Ashtoffen - Cara, o Fábio e eu conversamos um pouco sobre isso. Talvez o próximo tenha 18 músicas de 24 minutos ahahahah.


6) Gostaria de agradecer pela atenção, é muito prazeroso entender os referencias dos músicos, mas pra finalizar, gostaria de algumas indicações sonoras relacionadas ao que vocês ouviram durante a concepção desse disco, bem como algumas indicações de bandas brasucas que estão fazendo o corre na cena!



Fábio de Albuquerque - Como o processo todo desse álbum foi rápido e feito em paralelo com muitas outras coisas da vida prática não dediquei um momento específico para absorver referências para a composição. Colocamos no álbum uma honestidade do que gostamos de tocar. O que eu ouvi no período foi um mix de hip hop mais atual, rock no espectro mais amplo do gênero e jazz mais moderno. De bateria eu estava numa fase de ouvir coisas do Mark Guiliana e o Brian Blade.

Das bandas brasileiras que estão tocando eu tenho visto mais de perto um pequeno pessoal de SP: o Pizza Punk, QN Quarteto, o trabalho do quarteto do Vinícius Chagas, Noneto de Casa e o Vapor que é a banda de nossos irmãos e que estamos trabalhando na produção do próximo álbum deles. Mas tem uma porção de bandas boas no Brasil fazendo um som bacana, só está faltando tempo para garimpar melhor.

Rob Ashtoffen - Nas concepções pensamos no progressivo. Não só em composição, mas para a sonoridade da mixagem e masterização. A gente gravou tudo em 6 horas e demoramos quase dois meses para mixar tudo com o mestre da paciência e do trabalho Zeca Leme (BTG Studio). Foi um processo de aprendizado magnífico que vamos levar para a vida. Eu particularmente entrei de cabeça nesse mundo da concepção sonora de mixagem. As referências que usamos foi American Football, Mars Volta, Banda Black Rio (pro baixo), e uns sons hi-fi que a gente gosta. Do rock ao fusion. Usamos sintetizadores, efeitos no saxofone, distorção. A mixagem deu a cara pro disco. Foi uma ótima experiência.

Sobre bandas novas, tem um monte de coisa muito boa por ai. Tem o Fernando TRZ, tecladista da Liniker que tem um projeto próprio maravilhoso, tem o Chabad que é demais, logo lançam coisa nova. Recomendo muito para quem gosta de rock, ouvir o selo Howlin' Records que tem muitas bandas boas surgindo.

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Life In 12 Bars: veja o trailer do documentário do Eric Clapton

Um dos nomes mais citados quando o assunto é guitarra, Eric Clapton é um dos maiores ases, não só de seu instrumento, mas também da música de forma geral. O "Slowhand" (para os íntimos), tem uma carreira repleta de discos fundamentais e sua contribuição na música é homérica, para dizer o mínimo.

E mesmo que o britânico esteja se aproximando da aposentadoria, o interesse em sua vida e obra só aumentam, e a prova disso é o documentário "Life In 12 Bars", uma desculpa cinematográfica para ver os solos do mestre ganhando as telonas.


Trocadilhos a parte, o documentário está previsto para estrear no dia 17 de setembro, durante o próximo Festival Internacional de Cinema de Toronto. Além das telonas, o canal norte-americano Showtime já anunciou que comprou os direitos da filmagem e exibirá o aguardado lançamento nas televisões americanas no dia 10 de fevereiro de 2018.

Dirigido por Fini Lini Zanuck, o filme narra a história do "Clapton In God" e conta com muito material advindo dos acervos pessoais do próprio músico.

Confira o trailer logo abaixo:

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Nunca fiz uma playlist no Spotify #6 - lavar a louça

Lavar a louça talvez seja a única tarefa do lar que não seja 100% insuportável. Muito disso também acontece em função da possibilidade de realizar esse infortúnio com os fones de ouvidos sempre, é claro, no último volume.


É claro que só pelo fato de criar uma playlist sobre lavar a louça não significa que eu costumo fazer isso, mas como a música é viável em praticamente todas as circunstâncias, o Macrocefalia Musical não poderia perder essa oportunidade de criar um set pra você poder quebrar todas as taças da sua avó.


Agora vá na fé, espere aquela louça da lasanha de domingo e já aperte play na playlist sem se preocupar com o tempo, por que se você demorar mais que 2 horas e meia pra acabar, ai já quer dizer que os tempos do escravismo estão de volta.

E se surgirem outras louças, lembrem-se: nós ainda temos 5 playlists além dessa... É prato que não acaba mais (de dançar).

1) Groove de alta patente
2) Abraxas
3) Welcome to Jamaica
4) Stevie Ray Vaughan SRV
5) Sexta-feira

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