The Red Hot Chili Peppers - Anhembi 07/11/2013

Quando vou para um show sempre tomo certas precauções. Acordo em um horário não tão tarde para poder chegar cedo na fila e tento equilibrar isso com umas boas oito horas de sono para acordar no pique, senão a chance de ficar cansado antes da hora cresce demais... E cansaço em show de Rock é complicado...

Toda vez que me dirijo ao recinto que sediará o evento sempre está um calor absurdo, porém nunca fujo da raia e sempre vou à caráter, camisa preta e calça, afinal o Rock é uma religião e, fazendo jus a tal fato, este é o meu amuleto, a minha roupa de gala para a celebração.

Porém neste quinta-feira dia 7 de novembro algo estranho aconteceu. O tempo estava frio, ameaçando piorar e consequentemente me premiar com uma bela chuva. E assim sendo, sai de casa após um belo café da manhã e me dirigi ao metrô com algo que nunca levo para shows, uma blusa.

Quando cheguei na fila tive quase 100% de certeza que choveria e que estaria protegido, mas algo estava diferente, quem foi no Anhembi para ver o Red Hot Chili Peppers sentiu um ambiente único para se maravilhar. Tivemos uma platéia empolgante, espaço para nos movimentarmos e fomos brindados com um belo show, com um set list que não choveu no molhado, belas jams e muito Funk, tudo mesclado com uma percussão de rachar o assoalho.


Mais uma vez não foi possível tirar fotos, estava muito longe e como minha câmera não faz milagres, não pude registrar nada relevante para colocar nessas linhas, se bem que sempre gostei do lado midiático da música, sempre preferi resenhas sem as fotos do evento, as imagens reais sempre estarão idealizadas na mente de cada um dos presentes neste show, um belíssimo exemplar, não custa enfatizar.

Tirando a fatídica abertura do ''Yeah Yeah Yeahs'' (sim eu sei, o nome é ridículo), aliás cada vez mais as aberturas dos shows pioram, toda vez é a mesma coisa, o principal é excelente e a abertura é horrorosa e o som sem sal  do Yeah Yeah Yeahs'' manteve a escrita.


Duas horas de Funk, show no horário e um grande espetáculo, um brinde de carisma, uma aula de música e um palco maravilhoso. Por diversas vezes fiquei viajando nos efeitos apresentados, só acordava de meu transe durante as improvisações ou algo do tipo...  Por vezes fiquei apenas viajando, vi o céu se abrir, senti o vento em meu rosto e fritei demais ao som de temas que pensei não ouviria.

Fora que além de tudo isso o Red Hot faz algo que poucos grupos conseguem, levam mulheres aos shows e mulheres bonitas (veja só!) um ''efeito Van Halen'' dos tempos modernos creio eu, fazia tempo que não via uma paisagem tão bela, se bem que merecia, afinal estava cansado dos metaleiros caminhoneiros que sempre cruzo em shows deste porte, fora que ao som de um Funk tão bem tocado as coisas ficam ainda melhores.

Flea arrebentou, Chad destruiu, Anthony fritou como só ele faz e Josh moeu sua bela coleção de guitarras, porém desculpem os fãs mais ferrenhos, o maior destaque foi a percussão do brasileiríssimo Mauro Refosco, que som meu caro, deu outro tom no Funk, enriqueceu a Jam! O cara levou até uma cuíca para o palco, de fato fantástico, porém mais uma vez eles não tocaram a minha música favorita, pelo jeito nunca escutarei ''If You Want Me To Stay'' (cover do Sly) ao vivo... Paciência, fazer o quê? Se melhorar estraga, foi um tesão escutar ''If You Have To Ask'' e chapar no samba-Funk com ''I Could Have Lied''... Que Show!

Set List:
''Can't Stop''
''Dani California''
''Otherside''
''Funky Monks''
''If You Have To Ask''
''I Like Dirt''
''Factory Of Faith''
''Snow (Hey, Oh)''
''She's Only 18''
''I Could Have Lied''
''The Adventures Of Rain Dance Maggie''
''Higher Ground''
''Under The Bridge''
''Ethiopia''
''Californication''
''By The Way''
Bis:
''Around The World''
''Meet Me At The Corner''
''Give It Away''


Sonhar é de graça:

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