Halloween & Black Sabbath

Hoje é dia 31 de outubro, também conhecido como Halloween. Musicalmente falando esse dia sempre me lembrou algo mais sombrio, gélido e que mesmo sendo instrospectivo, é pesado, cruel e estranhamente prazeroso. 

Posso enumerar alguns sons mais darks, porém nada se compara com o santo graal do caos nebuloso e amedontrador do Black Sabbath. Aliás, o quarteto é o primeiro grupo que surge na mente dos doentes maníacos quando o assunto é Halloween, inclusive, o sonho desta data era ser um Black Sabbath day.


Hoje o Black Sabbath é uma das minhas bandas preferidas, mas nem sempre foi assim. Quando meu pai me falou sobre o grupo, logo vi que o cidadão possuia todos os trabalhos que os britânicos tinham registado.

Mas graças à sua descrição inicial, este que vos escreve tinha imaginado uma coisa totalmente diferente. Minutos depois ele colocou ''Snowblind'' no play e ai minha suposição sonora desmoronou tal qual um barraco soterrando carne humana. 


Enquanto a música se desenvolvia eu já estava em frangalhos, o nome disso era medo. Tudo que conseguia pensar era: ''como posso estar com medo de uma música?'' Até hoje não consigo explicar, mas o fato é que estava quase me borrando e na minha cabeça era impossível ficar assim ouvindo um LP, parecia que estava vendo um filme de terror.

Hoje sei que a principal ideologia do Sabbath para atingir o som medonho que ouvimos eram os filmes de terror. Ioomi já disse diversas vezes, a banda queria fazer música para que as pessoas sentissem medo e eles de fato conseguiram.

Não sei se teve mais alguém no mundo que sentiu tamanho flagelo tal quando teve o primeiro contato com os caras, mas sei que de forma geral, o Sabbath é contundente em um aspecto, TODO MUNDO sente um arrepio quando aperta play.


O som desses caras tem o poder de liberar endorfina para o lado errado da força mental. Quando rola um Black Sabbath do bom  nós nos tornamos serial killers em potencial, psicopatas e criminosos incorrigíveis. Ao ouvir as notas negras dos apreciadores de coca-cola todos soltam um sorriso sádico, nós, fãs de Black Sabbath, gostamos de sentir medo.

Na primeira vez que ouvi eu tinha 10 ou 11 anos, detestei, nunca tinha sentido tanto medo na vida e fiquei três meses sem ouvir os caras. Mas por algum motivo (muito provavelmente de satã), a melodia de ''Snowblind'' não saia da minha cabeça e aí fui forçado a ouvir a jam necrotério novamente.


Ozzy cantava com uma voz digna de lunático bêbado, os pratos da bateria Jazzística de Bill Ward surgiam com timbres que me davam pontadas e Iommi espirrava riffs tal qual um corte nos pulsos. Isso sem falar da timbragem de choque de cadeira elétrica que o quatro cordas de Geezer Butler nutria em prol dos presos no corredor da morte.

Não sei nem como lhe explicar como sou capaz de gostar de algo tão perverso e aparentemente detestável, sei apenas que para os fãs dos garotos de Birmingham todo dia é Halloween e que parafraseando o Matanza: ''bom é quando faz mal''.

2 comentários:

  1. Lembro bem da primeira vez q escutei Sabbath, foi depois de conhecer o Blizzard Of Ozz do titio Ozzy, como na época não existia a facilidade da Internet na minha vida sai à casa de um amigo que me passasse algum vinil do Sabbath e me veio á mão logo o primeirão, quase me borrei ao escutar o sino e a chuva caindo antes do riff mais aterrorizante da história da música, a música Black Sabbath me abriu a mente pra um novo mundo...
    há alguns meses li a biografia do mestre Iommi e pude entender toda a mitica por trás das composições, o acidente que o fez perder partes dos dedos e que influenciou de forma definitiva os rumos do som da banda e consequentemente do heavy metal!!!
    se vc não leu, é recomendadíssimo!!!!

    ResponderExcluir
  2. O primeiro disco me deu medo antes mesmo de ouvir, a capa já foi um sinal hahaha

    A biografia do Tony eu já li, preciso inclusive colocar a resenha dela aqui, é uma excelente leitura para compreender o nascimento de um monstro!

    ResponderExcluir