10 bandas nacionais que deveriam tocar no Psicodália 2016

Ano que teremos carnaval outra vez. Sim, eis ai um feriado que poderia aparecer apenas de 4 em 4 anos, igual aos jogos olímpicos... Mentira, os dias deste inferno em forma de marchinhas podem se tornar proveitosos sim, e não, você não precisa fretar as escolas de samba para um pacote promocional no Iraque, basta ignorar a entrada da mangueira no Psicodália.


O Dália (para os íntimos), cresce a cada ano que passa e o faz fomentando a cena underground de forma elementar. Por isso, venho por meio deste para sugerir 10 bandas que deveriam entrar na lista de jams envolvidas para e edição de 2016.

Mais do que um carnaval alternativo e uma experiência realmente sublime, o Psicodália é um festival que tenta nos relembrar a importância da música, sem eliminar o que todos os outros megaeventos desconsideram: a interação com outros fritadores.

E para estimular esse livre trânsito sonoro, indico 10 sons nacionais que merecem sua atenção e também um espaço em algum dos palcos da Fazendo Evaristo, durante os próximos 5 dias de amor, paz e boa música, mas antes, segure as pontes ai.

Acho válido ressaltar que a ordem deste top 10 não visa definir se uma banda é melhor do que a outra, pois são estilos diferentes e comparar cozinhas dessa maneira é algo realmente grosseiro, por isso, a única ordem aplicada aqui é a alfabética.


1)  Augustine Azul



Junte 3 arruaceiros, fãs de Rock Progressivo, psicodelia e Stoner, que o Google lhe indicará o Augustine Azul nas pesquisas de seu navegador. Esse coquetel molotov de baixo/bateria/guitarra made in Paraíba está despontando para os grandes centros e fazendo a cabeça dos gringos psicodélicos com a mesma sutileza do tranco de um fuzil.


A criatividade do instrumental dos caras merece muita atenção, o alto padrão de excelência técnica de cada um dos envolvidos também, e a naturalidade com que eles misturam tantas referências é REdícula. Escute o primeiro EP dos caras que saiu esse ano e descubra quantos mesclados você precisa fumar para atravessar uma porta de vidro temperado.

2) Chaiss na Mala



Aquela boa e velha Free-Jazzeira... Imagine a vista da fazenda Evaristo ao som do Chaiss na Mala, o requinte seria total e absoluto. Com o primeiro disco de inéditas lançado esse ano (''Afrodísia''), o quinteto que fez o primário tocando na rua e hoje já conclui o mestrado na noite paulistana, sabe como trocar vibrações com a platéia como poucos.


A cozinha é original, o Funk vaza pelo ladrão, o repertório Jazzístico encanta pela exatidão técnica e quando os caras misturam tudo, ai que a casa cai, mas é só colocar o quinteto num palco aberto que o problema está resolvido.

3) Chimpanzé Clube Trio



Eis aqui mais um grupo instrumental na jogada (juro que essa lista não é só para este gênero), mas são grupos como o Chimpanzé Clube Trio que mostram como essa cena segue jogando muita música boa no ventilador.


Com mais de 10 anos de estrada, o trio paulista segue fazendo o balanço pulsar com bastante propriedade. A banda já possui 4 discos na bagagem de mão e, a cada novo play, é realmente revigorante perceber o vocabulário e a variação dos envolvidos.

4) Hammerhead Blues



Quebrando o silêncio vocal desta lista, rapaz, prepare-se pare o Hard Blueseiro do Hammerhead Blues. Mais um trio na lista e mais uma união que sustenta toda a história dessa tríade sonora, o Hammerhead não manda um Maracatu, mas as raízes setentonas do trio pesam um tonelada.


Se você curte um som autoral de qualidade e com um banho de improvisações, aperte play no único EP da banda (lançado no começo desse ano) e comprove: satã é tinhoso, mas o Hammerhead Blues é é a nata da crueldade.

5) Hellbenders



Oriundo de um dos estados que mais alimenta a cena nacional, o Hellbenders é mais um som quentíssimo que saiu de Goiânia. O quarteto, além de apresentar aquele som que faz o seu vizinho chamar a polícia, ainda o faz como uma quadrilha de bêbados numa perseguição policial depois de saquear um buteco..


Os caras já marcaram presença em diversos festivais pelo Brasil e o Psicodália é um dos poucos que ainda não entraram no mapa da banda... Mas espera só, quando os caras chegarem você pode até ser surpreendido por um cheiro forte de gasolina, mas fique tranquilo, é assim que os caras trampam na combustão do Rock 'N' Roll.

6) Mângo



Diretamente de São Paulo, mais especificamente de Santo André, prestem atenção no inventivo som do Mângo, um coletivo de nove músicos que fazem um instrumental venenoso e com requintes de Big Band.


Formada em 2010, a banda ficou na conserva até setembro 2013, quando soltou a demo ''Torcidas de Futebol do Nordeste''. Nessa gravação eles mostraram um DNA Jamaicana absurdo, mas com um coletivo de músicos tão grande e com um time de metais poderoso, o Mângo buscou um rumo criativo que fosse além do Reggae.

E foi assim que Galápagos (o primeiro full lengh da banda), saiu em novembro de 2015 e, está por aí, fazendo a cabeça de todo mundo.

7) The Muddy Brothers



Continuando com a estirpe pautada no Blues, vamos sair um pouco de São Paulo mais uma vez e ver que o som está de rolê por todos os estados. Se você não estiver pilotando chapado, ouvirá um Blues raizera ecoando de Vila Velha, Espírito Santo... Sim, você ouviu o The Muddy Brothers afinando a jam na gaita, agora só resta saber se foi o primeiro full da banda (''Handmade'' - 2013) ou se foi o EP, ''Seasick'' (2014).


Aqui a paleta de sons é mais crua, seca e arrastada. Esse trio aposta numa line up bastante orgânica e o resultado, apesar de focar no Blues-Rock, mostra que os caras possuem várias referências e consegue groovar sem possuir um baixista. Compensando o swing com linhas de guitarra que sustentam a cozinha e uma batera que acompanha o eco da estrada com um vocal bastante característico, numa linha Soul/Rocker.

8) Muñoz Duo



Nascido em Minas Gerais, mas radicado em Florianópolis, a dupla de irmãos Samuel e Mauro Fontoura é o Muñoz Duo, Uma união que além de muito entrosamento, mostra como a música possui um caráter enérgico e desendreado.


Com um full na praça (''Nébula'', lançado em 2014), a dupla emula um Blues quentíssimo e joga o coitado na jam com um vigor Rock 'N' Roll absurdo. Requintando a ideia com pitadas de Stoner e batendo tudo com um shot gigante de improvisações bastante intenso, na lata e sem frecuras. 100% bateria e guitarra.

9) Necro



Com mais de 6 anos de estrada, se tem uma banda que já deveria ter tocado no Dália faz tempo, essa banda é a Necro. Sim, trata-se de mais um trio, mas creio que a proposta desses caras seja uma das mais singulares deste famigerado top 10.


Com uma cozinha que vai do Rock Progressivo, até o som de satã tomando Pérgola no cemitério, enquanto elenca insights do mais fino néctar de música brasileira, a Necro possui um time de músicos formidável e uma química absolutamente fluente.

Peso, feeling, experiência e repertório. Ano que vem a banda vai jogar o terceiro disco na praça e o som promete. Maceió e suas pepitas de ouro!

10) Red Mess



Hoje em dia só os músicos aposetandos tem moral. A molecada chega pra fazer um som e o mimimi já começa a reverberar. ''Olha o tamanho desse menino'', diz o primeiro cretino. ''Lá vem aquele caldo aguado no som'', lamenta o segundo... Ah, como eu gosto de apresentar o Red Mess para esses céticos afrescalhados.


O peso do Stoner do trio é uma pancada e o melhor de tudo é que o meliante mais velho da banda não tem nem 23 anos. O baque é fervoroso, assim como a rapidez com que esses grandes músicos de Londrina estão conquistando espaço na cena e triturando células auditivas com seus dois EP's (''Crimson'' e ''Drowning In Red''), lançados em 2014 e 2015 respectivamente. Segura a bucha ai: Doom, Psicodelia e aquele Stoner refinado.

7 comentários:

  1. Que lista, só conheço o Hellbenders e o Munoz, de resto já ouvi falar de um ou outro, mas conhecer mesmo não conheço, belíssima lista.

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  2. OLOKO!!!! Q LISTA DOIDA!!! A BAGUNÇA VERMELHA NO FINAL É PRA ACABAR! SÓ SONZERA!!!

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  3. Som de satã tomando Pérgola no cemitério... eeeeeeeitaaaaaaaaaaaaaaa esse é do caralho

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