O crack do seu pescoço ao som de Rare Breed, novo porre do The Shrine

Aos poliglotas só posso pensar em mensagens de silêncio. Para os amigos trogloditas: boa diversão. Um brinde ao néctar do som que nos tranforma em maníacos, sem todo esse mimimi sem feeling do cenário mainstream.

Afinal de contas é melhor um power trio de vagabundos inveterados do que um combo de maricas. A cena do som que faz seu vizinho chamar a polícia segue produzindo belas relíquias de vinil, mas aqui o resultado é um híbrido entre a brutalidade de um corredor polonês, misturado com um chá da tarde na sede dos Hell's Angels.


Depois de um ano do pra variar competente ''Bless Off'', o trio de meliantes do Rock 'N' Roll do The Shrine, já renovou as bases criativas e mostrou que seu método de composição é tão visceral quanto o repertório dos 2 primeiros discos.

Mudanças? Novos rumos? Pitadas de outros estilos? Não enrole, economize nas asneiras e feche a matraca. O The Shrine carrega um som que não vai mudar, o trio possui uma fórmula fixa e aprecia a jam que é feita nos porões escuros, carcumidos e com cheiro de mijo. A fórmula é essa mesmo, apagar a bituca no seu ouvido.

Line Up:
Josh Landau (guitarra/vocal)
Courtland Murphy (baixo)
Jeff Murray (bateria)



Track List:
''Coming Down Quick''
''Death To Invaders''
''Rare Breed''
''Acid Drop''
''What's Left For Me''
''Savage Skulls''
''The Vulture''
''Never More Than Now''
''Pull The Trigger''
''Dusted And Busted''
''Space Stepping''


Com mais um disco imundo debaixo do braço, o espírito da selvageria segue como a base das ideias desse trio californiano. Misturando um espirito Punk com toda a crosta de infecções do Sludge, a cozinha dos caras segue tirando leite de pedra enquanto os riffs quebram os tempos do Stoner e tocam o foda-se para qual estilo você pensa que eles se enquadram.


Lançado para a galera das américas no dia 30 de outubro de 2015, mas ainda com pendências europeias em virtude do tardio lançamento marcado para o dia 16 de janeiro na zona do Euro, o The Shrine se mostra indiferente ao fuso horário de seus lançamentos, e ''Rare Breed'' sustenta essa tese.

Com mais uma prova de como o som pesado costuma pagar uma rodada de drinks por conta da casa quanto a banda mostra vontade, esses senhores seguem fazendo o mesmo. Mas sem perder o pique. Ao apertar play parece que você recebe uma dose fatal de glicose na veia.

Não sei precisar se você irá morrer, pois infelizmente os outros entrevistados começaram a correr antes dos testes, mas rapaz, independente do que aconteça, o mais foda sobre esse disco é isso: simplifica as coisas em sua mente e lhe faz voltar ao básico: aumente o volume e vá curtir um porre.


Apenas balance sua cabeça enquanto suas células auditivas cantam o refrão de ''Coming Down Quick''. Aprecie a sutileza imunda do baixo num dos singles mais quentes desse coquetel com ímpeto Punk Rocker, ao som de ''Death To Invaders'', e veja como os cara estão pouco se fodendo para os bons costumes.

A banda é tinhosa, entrosada, ousada mesmo, e engana-se quem pensa que tamanha popularidade só apareceu pelo status de hard worker e chapação que o trio possui. Josh Landau mostra bastante feeling com a causa quando emula riffs secos como o de ''Acid Drop''. Jeff Murray mostra uma pegada insana no cockpit da bateria, afinal de contas sem um marreteiro deste porte, pancadas sônicas como ''Never More Than Now'' poderiam morrer na praia.

Mas isso nunca aconteceu com os americanos, nem aqui, nem nos outros 2 discos que eles liberaram, por isso, caso você seja o chefe de uma banda de ''Rock 'N' Roll'', aprenda como não ser um bibelô com esses caras.

Veja como o som reflete o tesão que eles sentem com a endorfina do Fuzz e note que até três pedreiros conseguem uma jam depois de várias shots curtos como ''The Vulture'' e ''Savage Skull's. Os mais de 7 minutos de ''Space Stepping'' são ideias para finalizar e resumir esse disco, agora cale a boca e comece a se bater como um gladiador aplaudindo uma bela performance no coliseu, aos som do baixo de Courtland Murphy.

3 comentários:

  1. Som louco cara, rock puro na veia.
    Lembrou-me do Red Fang.
    Valeu!!

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  2. Som louco cara, rock puro na veia.
    Lembrou-me do Red Fang.
    Valeu!!

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  3. Vai numa linha parecida, maas com mais chapação haha

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