A baixaria do trio SMV ao som de Thunder

O som do baixo sempre foi algo que me tocou de uma forma diferente de qualquer outro instrumento. Quando era moleque meu lance era guitarra, mas pouco a pouco os ouvidos vão ficando treinados, e sendo assim, novos sons ganharam definição mais e melhor, e o baixo foi um deles.

Um dos grandes responsáveis pelo meu amor perante o grave de um quatro cordas é o Sir John Paul Jones, afinal de contas foi ouvindo Led, que pela primeira vez na minha vida, notei o estrago que um baixão poderia fazer em um som mais pesado. ''The Lemon Song'' me enlouqueceu, foi o grito de ordem em minha mente para um fato único: um som com uma baixo bem tocado é outra negociação, outros 500 como dizem na gíria.


E poucos discos possuem linhas de baixos tão ricas como a união galática de três dos maiores nomes do instrumento em todos os tempos. Senhoras e senhores, conheçam o SMV, e apertem play no único disco desta união, falo sobre ''Thunder'' lançado em 2008. Nesta bolacha temos nada mais nada menos que Stanley Clarke, Marcus Miller e Victor Woonte tomando conta dos graves. Claro que rola bateria e etc, mas o lance é a verdadeira ''baixaria'' de grooves.

Line Up:
Stanely Clarke (baixo)
Victor Wooten (baixo)
Marcus Miller (baixo)
Derico Watson (bateria)
Karlton Taylor (teclados)
Patches Stewart (trompete)
Ruslan Sirota (sintetizadores)
Kevin Ricard (percussão)
Ariel Man (sintetizadores)
George Duke (teclado/piano/sintetizadores)
Chick Corea (piano)
Ronald Bruner Jr. (bateria)
J.D. Blair (bateria)
Poogie Bell (bateria)
Steve Baxter (trombone)



Track List:
''Maestros De Las Frecuencias Bajas''
''Thunder''
''Hillbillies On A Quiet Afternoon''
''Mongoose Walk''
''Los Tres Hermanos''
''Lopsy Lu - Silly Putty (Medley)''
''Milano''
''Classical Thump (Jam)''
''Tutu''
''Lil' Victa''
''Pendulum''
''Lemme Try Your Bass (interelude)''
''Grits''


Como podemos notar desde a capa, SMV é o composto das três iniciais desses três exepcionais músicos. ''Thunder'' é uma composição de Marcus Miller, e a caravana no groove segue embalada com Wooten e Clarke, mas a pergunta que não quer calar é: de onde saiu esse disco?

Em 2006 o reverendo Stanley Clarke (o cara do meio na foto acima), ia receber um prêmio por todos seus serviços prestados para com a música. O local para este tão esperado momento era um show bancado pela revista Bass Player na cidade em Nova York.


E para indicar este monstro, nada mais justo do que chamar outro baixista de seu quilate. Só que a Bass Player foi lá e chamou dois. Marcus Miller e Victor Wooten. Pois bem, e assim sendo, o que era para ser apenas um evento, ganhou tanto corpo que virou Tour mundial, e dois anos depois, já em 2008, um disco.

Se você pegar a ficha técnica perceberá que existem vários bateritas, muita tecladeira e muitos metais, afinal de contas o resultado final é um Jazz-Funk fervoroso, e para com esta vertente, é necessário possuir certos dotes especificos.



O problema é que quando o disco começa, o ouvinte deleta tudo que não seja o baixo. E se antes o ''comum'' era ficar impressionado com uma grande linha de 4 cordas, aqui serão três e horas, semanas, meses, e até mesmo anos, para compreender e assimilar a grandeza deste trabalho.

Todos assinaram a parte de composição, e inclusive fizeram temas conjuntos. Aliás ouso ir além, são caras como esses que fazem bem ao instrumento, pois em momento algum, nenhum deles parece se exibir nem nada do gênero. Os 3 sabem de suas respectivas importâncias e enquanto o legado estiver nas mãos de músicos com este tato, o groove será pleno.

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