O lapso trash de Rob Zombie

Conservadores, por favor cliquem no ''X'' e fechem a página desta instituição, o post de hoje definitivamente não é para os senhores. No dia 23 de abril de 2013, o reverendo Rob Zombie (White Zombie), lançou mais um disco, o quinto de estúdio, mais um inventivo soundtrack que assusta velhinhas aposentadas.


Sempre achei Zombie um grande artista, mesmo não sendo um grande fã do White Zombie. Aliás, sempre achei que nos tempos em que a banda estava ativa, sua criatividade era um pouco podada, coisa que me pareceu verídica depois que o vocalista largou o barco.

Depois que o americano saiu do grupo, acho que ele finalmente se sentiu mais livre para experimentar. Seus dreads puderam enfim soltar (completamente) seu instinto Freak e finalmente focar em seus filmes de terror, nos quadrinhos e, obviamente, na música.

Só que nos últimos tempos Rob tem andado MUITO ocupado. São vários filmes em processo, shows, quadrinhos, entrevistas... Eu sinceramente não achava que ele iria gravar nada tão cedo, mas felizmente o terrorista do Rock 'N' Roll conseguiu achar um tempo livre e voltou a fazer algo realmente notável, encontrando (novamente) o equilíbrio entre o Rock, e seus tão amados filmes de terror. 

Line Up:
Rob Zombie (vocal)
John 5 (guitarra/vocal)
Piggy D (baixo/vocal)
Ginger Fish (bateria/percussão)
Bob Marlette (teclado)
Josh Freese (bateria)



Track List:
''Teenage Nosferatu Pussy''
''Dead City Radio And The New Gods Of Supertown''
''Revelation Revolution''
''Theme For The Rat Vendor''
''Ging Gang Gong De Do Gong De Laga Raga''
''Rock And Roll (In A Black Hole)''
''Behold, The Pretty Filthy Creatures!''
''White Trash Freaks''
''We're An American Band'' - Grand Funk Railroad
''Lucifer Rising''
''The Girl Who Loved The Monsters''
''Trade In Your Guns For A Coffin''


A produção do disco é excelente, nota-se um capricho primoroso nesta bolacha. Tudo, desde a capa até a última faixa, é muito bem feito. São cerca de 40 minutos de pura insanidade.


Depois que o senhor apertar o glorioso play, a primeira faixa que toca seus ouvidos é ''Teenage Nosferatu Pussy'', e com ela, teremos o advento de um som pesadíssimo. Porém, o interessante é que apesar do peso ensurdecedor, o disco não é maçante em momento algum.

Rob dá umas boas variadas durante as faixas. Aposta em retoques eletrônicos e até em algumas partes faladas, como se tentasse emular uma ópera Rock. É um trabalho minucioso, repleto de detalhes e que embala como um carrinho de supermercado na ladeira, sempre munido com temas como o singles, ''Dead City Radio And The New Gods Of Supertown''.


Passando pelos detalhes sórdidos de ''Revelation Revolution'', e o toque cinematográfico de ''Theme For The Rat Vendor'', passagem caótica que mantém a curiosidade do ouvinte lá no teto. Demorei muito tempo para acabar de escutar o disco, achei todas as faixas muito boas e ficava voltando a todo o momento, aliás, ''Ging Gang Gong De Do Gong De Laga Raga'', foi uma das recordistas no repeat do Youtube.

Só o nome dessa e de outras faixas já deixa uma curiosidade no ar. O play parece tentador demais... Viciante! E depois desta faixa, o vocalista inaugura a parte mais visceral do disco, e ''Rock And Roll (In A Black Hole)'' abre os trabalhos.

Destaque para o baixo de Piggy D, que acrescenta a densidade necessária em ''Behold, The Pretty Filthy Creatures!'', e para os riffs precisos de John 5, que leva a galera ao delírio com ''White Trash Freaks'' e o cover da clássica ''We're An American Band'', do Grand Funk Railroad, definitivamente, um dos pontos altos do CD.


Com uma banda bem entrosada, instrumentos bem timbrados e uma temática que rompe com qualquer registro comum que o senhor possa, porventura, se interessar, Zombie e cia não tentam chocá-lo com uma sonoridade sem valor. ''Venomous Rat Regeneration Vendor'' mostra seus critérios e nos faz até pensar sobre nós mesmos... O que é normal num disco de Rock? Para o senhor Robert Bartleh Cummings, esse modelo é normal pra cacete!

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