O Jazz de Pat Metheny e o primor de sua Unity Band

Existem alguns músicos que conseguem se manter prolíficos desde seu disco de estréia. É raro, mas existem nomes dentro do meio musical, que além de se manterem gravando periodicamente (e manter tours), seguem atravessando o tempo com um material de altíssima qualidade, montando e desmontando projetos.

Desmantelando e fragmentando o groove, trabalhando com o maior número de músicos possíveis, tudo em prol da qualidade, sempre se mantendo em movimento. Veja o Pat Metheny, por exemplo, em 2012 o guitarrista montou sua ''Unity Band'' e, em meio a volta dos metais e de mais uma bela banda, o americano ainda conseguiu abocanhar mais um Grammy em 2013 (seu vigésimo) tamanha a qualidade do registro!


Line Up:
Antonio Sánchez (bateria)
Ben Williams (baixo)
Chris Potter (saxofone)
Pat Metheny (guitarra/violão)



Track List:
''New Year''
''Roofdogs''
''Come And See''
''This Belongs To You''
''Leaving Town''
''Interval Waltz''
''Signals (Orchestrion Sketch)''
''Then And Now''
''Breakdealer''


São mais de uma hora de grandes composições e de um Jazz mais uma vez brilhante. Aqui Pat nos mostra que, pra variar, está em sua melhor forma e que disco após disco seu nível só melhora. E também pudera, junto de uma banda tão boa quanto sua Ibanez, essas composições cá reunidas, sempre tomam rumos surpreendentes, com uma guitarra que se doa em prol do Groove, abrindo espaço para o baixo, bateria e o saxofone.

Temas longos (''Signals) outros mais objetivos (''roofdogs''), linhas cristalinas (''breakdealer'')... Pat sempre entra com um feeling imenso e sua banda produz jams sensacionais. Se você gosta de um som improvisado vai pirar neste trabalho, virtuose controlada, sentimento saindo pelo ladrão, padrões impossíveis e uma guitarra que chega a desmotivar os músicos de final de semana.


Tamanha a técnica e destreza de seu som, que hoje em dia é ainda mais raro e destacável, afinal de contas sabemos que com apenas um pedal podemos soar como qualquer guitarrista, mas não como Pat, acredite. Muitos tentaram, mas seu timbre é único, quem conhece bem seu som sabe disso, o elixir é puro demais! O disco todo é mais um primor criativo.

0 comentários: