Kamasi Washington revela o EP Harmony Of Difference com um filme para a suite Truth

Depois de lançar um dos discos mais aclamados do Jazz em tempos recentes, o saxofonista Kamasi Washington começa a arquitetar seus próximos passos para suceder o grande "The Epic", lançado em 2015 (leia a resenha aqui).


Pois bem, diferente do que muitos pensavam, a próxima cartada do músico não chegará na forma de um full lengh, muito pelo contrário. Dessa vez Kamasi irá dar prosseguimento a sua caminhada "Jazzpiritual" com um EP que será liberado pelo selo britânico The Young Turks.

O EP ainda não tem data oficial para sair, mas Kamasi liberou a faixa que virou filme pelas lentes de O.G Rojas para streaming em todas as plataformas digitais, afinal uma suíte com 6 movimentos não poderia perder espaço em nenhum canal sonoro.

Arte: Amani Washinton

São aproximadamente 14 minutos de som excelentemente bem complementados pelas filmagens. A cozinha pra variar evidencia a percepção musical apurado do negrão, que com levantes hora focados no Hard-Bop e muito improvisação com toque de Hip-Hop e um sublime acabamento nas cordas, blindam o Jazz com exatamente aquilo que ele precisa: grandiosidade.

Vale a pena ficar ligado nos próximos passos desse cidadão. Até a arte do EP não passa batido... Feita por Amani Washinton, irmã do músico, fica claro que o DNA artístico pulsa na família e ainda o faz com requintes de Basquiat.

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Necro e Augustine Azul: mini tour em sampa e muito som

Depois de moer cérebros no Aldeia Rock Festival e em outros palcos cariocas, a Necro e a Augustine Azul continuam somando no groove para o locais da região sudeste. 

Ambas as bandas retornam a São Paulo para duas datas que prometem atualizar o repertório dos fãs da boa e velha lisergia nordestina. A Necro apresentará seu elogiadíssimo terceiro disco de estúdio ("Adiante") enquanto a Augustine promete destilar um novo coquetel de riffs ao som das composições que formam "Lombramorfose", o primeiro full da história da banda que assim como o último trampo da Necro, saiu no ano passado. 


O primeiro show acontece na sexta-feira, dia 21 no Estúdio Costella e pra manter o pique a dobradinha chega já no dia seguinte (22) quando os caras repetem a dose no Cactus Bar, em Santo André.


Pra fechar é necessário fazer uma ressalva: para os shows no sudeste a Necro, Pedro Salvador (guitarra e voz) e Thiago Alef (bateria) terá Rodrigo Toscano (Psilocibina) no baixo, pois Lillian Lessa não conseguiu viajar. Levem um capacete, pois a Abraxas continua tirando onda com os crânios desavisados. FEAT Rodriguese. 

Shows em São Paulo: https://www.facebook.com/events/1854216894903660/
Necro + Augustine Azul em São Paulo
Data: 21 de abril
Horário: 19 horas
Local: Estúdio Costella
Endereço: Rua Ambirê, 1981. Perdizes-SP
Ingresso: R$ 20 (apenas na porta)


Necro + Augustine Azul em Santo André
Data: 22 de abril
Horário: 21 horas
Local: Cactus Grill
Endereço: Rua Abolição, 387. Vila São Pedro
Ingresso: R$ 15 (apenas na porta)


Imprensa: Erick Tedesco
Cargo: Assessor de imprensa/Abraxas Produtora
Informações: facebook.com/abraxasevents e abraxas.fmTelefone: 55 (19) 99616-2999 (cel e whatsapp)
E-mail: erick.tedesco@gmail.comFacebook: facebook.com/Erick.Tedesco

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Shuggie Otis e a coqueluche chamada Inspiration Information

Quando o instrumento entra em ressonância, o corpo vibra. A mente se conecta entre as sinapses e os estilos entram em rota de colisão como flocos na forma de ideias. Quando as equalizações conseguem fluir com boa cadência e nutrem o lado criativo do cérebro... É exatamente neste canto surreal que moram os benefícios da música.


Um teorema em vibratos que se emitido em padrões psicodélicos, consegue marcar os pontos de encontro entre as sinapses, assim, assinalando as ideias com marcações multicoloridas. Aqueles famosos insights que surgem como epifanias em hiperlink  e que entram como glicose na veia do músico-ouvinte. 

Line Up:
Shuggie Otis (vocal/guitarra/baixo/bateria/órgão/piano/vibrafone/percussão/bateria eletrônica)
Barbara Porter (arranjo de cordas)
Jack Kelso (saxofone/flauta)
Brian Asher (arranjo de cordas)
Carol Robbins (harpa)
D. Jones (arranjo de cordas)
Jim Prindle (trombone)
J. Parker (arranjo de cordas)
Ron Robbins (trompete)
Louis Rosen (arranjo de cordas)
Jeff Martinez (trompa)
Marcia Zeavin (arranjo de cordas)
Doug Wintz (trombone)
N. Roth (arranjo de cordas)
Curt Sletten (trompete)
Steve Booner (arranjo de cordas)
T. Ziegler (arranjo de cordas)



Track List:
''Inspiration Information''
''Island Letter''
''Sparkle City''
''Aht Uh Mi Hed''
''Happy House''
''Rainy Day''
''XL-30''
''Pling!''
''Not Available''


''Inspiration Information'' é de 1974, mas até hoje o terceiro disco de estúdio de Shuggie Otis assusta pelo modo futurista e cirúrgico com que sua concepção sonora aborda retoques eletrônicos, complexos arranjos de cordas e sublimes camadas de guitarra chapantes no mais puro R&B.


O disco fracassou miseravelmente, mas seu legado é visionário e conseguiu misturar a psicodelia com a estonteante (e única), fusão de Soul que Shuggie criou com tanto esmero, feeling e talento. Quem ouvir esse esse disco hoje pensa que é lançamento.

E já faz mais de 40 anos que esse CD-LP está por aí. Não só este registro, mas os outros 3 trabalhos de Shuggie (todos lançados pela Epic) também, só que poucos ouvidos sabem disso. São registros de grande beleza e complexidade, apenas algumas características que fizeram com que o filho de Johnny Otis ganhasse reconhecimento antes mesmo dos 18 anos, acompanhando a banda de seu pai e dividindo os palcos com caras como Sly Stone e gravando até com Al Kooper no clássico ''Kooper Session'' de 1969.


Seu nome surgiu como um meteoro e sumiu como uma bolha de sabão, contrastes lamentáveis para uma carreira que poderia ter marcado ainda mais o mundo da música. Os dotes de Otis filho eram soberbos. O cidadão até gravou com o Zappa nas sessões do ''Hot Rats'' (!) mas infelizmente sumiu do mundo, se escondeu atrás das inseguranças de um jovem e (pasmem) nem gravou tantas guitarras para esse disco em virtude do frenesi que sua técnica estava causando, pois na época seu Black Power já era taxado como ''o novo Hendrix".

Só que depois de 3 anos gravando esse disco e de notar que tanto tempo de estúdio não rendeu impacto nenhum em sua arte, que o copo transbordou. O americano não aguentou mais, engavetou os projetos de gravação com Quincy Jones e voltou para casa pra trabalhar como músico de estúdio.


É tragicamente engraçado perceber que tudo chegou ao fim justamente quando Shuggie gravou sua obra prima. Até hoje ''Inspiration Information'' transpira novidade. É um LP que tira faíscas da agulha da vitrola, queima rádios dos mais diversos modelos automobilísticos e inspira as pessoas de uma forma grandiosa. O Prince que o diga.

Seus outros trabalhos carregam um pouco do que foi feito aqui, mas antes seu foco era mais abrangente, cobrindo meandros do Gospel, Jazz e Blues. O jovem abusava do feeling no Soul, do loop Funkeado e conseguia captar a essência de todas essas cozinhas. A versatilidade de sua lírica era indivisível e foi eternizada no ótimo ''Here Comes Shuggie Otis'' (1969) e no excelente ''Freedom Flight'' (1971).


Prestem atenção na capa. Saca só a finesse do cara, ali no banquinho como quem não quer nada... Mal sabe o senhor que tipo de som está por trás de tanta classe. A psicodelia é um detalhe sem excessos, fica explícita ali na malandragem dos tons no nome do disco, de resto, Shuggie Otis é quase um lord inglês.

Sua voz chega com o molejo descolado da faixa título. Ele harmoniza seu próprio vocal com outra camada uivante de backing's (também feitos por ele) ao fundo. Apresenta o órgão na sutiliza de ácidos e rápidos riffs, enquanto a batera pulsa e alimenta as mentes que respiram com auxílio de fones de ouvido.

É um sopro de ar fresco, o solo vai saindo no fade out e quando você percebe o fade in de ''Island Letter'' adentra o recinto e o Wah-Wah mostra grande perícia.


Os desfechos são suaves e as conexões aparentemente pouco ortodoxas parecem fluir como água... O som começa e termina e é sempre uma surpresa. A qualidade é inenarrável e o som sobe e desce como bolhas de ar numa chapa, acompanhando a valsa dançante aom som de ''Island Letter''.

É impressionante como ainda assim o cara mostra um estilo econômico. Nesta faixa em particular (''Island Letter'') Shuggie segue entrelaçando melodias alcalinos na guitarra, mas o grande segredo é o arranjo de metais que fica brincando com a ascendência das notas ao fundo.

O instrumental, as ideias e conceitos são absolutamente livres. Cada instrumento parece estar tocando linhas de outros sons e no fim o vocal sela tudo. A voz também merece atenção, o tom é aveludado, os backing vocal's bastante sutis e parece que entre uma frase e outra o americano até dá uma risada.


Ao fundo os beats surgem, acabam se misturando aos metais e nessa altura do campeonato não se sabe mais quem faz a base. Quando a obra prima ''Aht Uh Mi Hed'' entra nos falantes, tudo que foi dito se mistura com uma franqueza belíssima. Cada nota tem o lugar e seu respectivo impacto.

O groove no baixo de ''Happy House'' é brincadeira... É digno de se segurar na cadeira. Mas Shuggie é ainda mais cativante quando fala apenas por meio de seus instrumentos. ''Rainy Day'' é a maior prova deste fenômeno.



Imagine quantas vezes ele não ouviu esse conteúdo para chegar nisso. A sincronia é perfeita, a música em camadas e sua fusão com tudo que foi retratado anteriormente é sem limites. ''XL-30'' explora frases com um apoio de metais suaves, como se a guitarra fosse um sintetizador funkeado.

Infelizmente o ''Inspiration Information'' acabou ficando marcado (também) em função da falta de reconhecimento, mas sua história, importância e conteúdo são muito contemporâneos e a prova disso é que superaram 40 anos de intervalo e o maior adversário de qualquer LP: o  tempo. O único defeito desse disco é ser tão curto. Eis aqui o elo perdido entre Jimi Hendrix e Prince: ''Not Available''.

Fazer Música pra esse cara é fácil demais. É radiante saber que o velhaco resolveu voltar aos palcos! Em 2014 saiu até um live e em entrevistas recentes é louvável ver como o tempo ajudou sua persona. A redenção está próxima sugar! Em menos de 35 minutos estamos no paraíso.

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Compre ou roube, mas descole o live do Zappa em Chicago


O Frank Zappa foi referência em muitas coisas. O oriundo de Baltimore era especialista em bigodes, P.h.D em tocar guitarras com um cigarro esfumaçando aquele bom e velho enfizema, Dr. em discos duplos e por que não dizer um mestre em registros ao vivo.

Numa discografia que compreende mais de 100 registros, é praticamente impossível encontrar algo com que o guitarrista não tenha flertado. A riqueza de seu legado é inestimável, e mesmo que sua energia cósmica e suas cavalares e ácidas doses de humor não estejam mais neste plano, o pessoal que cuida da Zappa Family Trust segue tratando seu bigode com todo o Grecin que ele merece.


E para fazer frente a este fato, um dos indicadores desse bom trabalho, apesar de algumas tretas recentes envolvendo o filho do bigodeira, Dweezil e suas outras crias, Ahmet, Moon e Diva Zappa, declaro que a excelência de ''Chicago '78'' (lançado no dia 04 de novembro de 2016), é mais uma prova de como o talento e a visão desse monstro da música é de fato uma dádiva para a humanidade e vai muito mais além meros detalhes judiciais.

Ouvir o set desse show duplex é uma grande oportunidade de entender o nível extraterrestre que o músico estava imerso na época. Vale lembrar que 1978 é o mesmo ano de lançamento do icônico ''Zappa In New York'', logo, é praticamente desnecessário salientar o altíssimo entrosamento, bem como o insano nível técnico da banda do senhor Frank.

Line Up:
Frank Zappa (guitarra/vocal)
Ike Willis (guitarra/vocal)
Denny Walley (guitarra slide/vocal)
Tommy Mars (teclados/vocal)
Peter Wolf (teclados)
Ed Mann (percussão/vocal)
Arthur Barrow (baixo/vocal)
Vinnie Colaiuta (bateria/vocal)



Track List CD1:
''Chicago Walk On''
''Twenty-One''
''Dancin' Fool''
''Easy Meet''
''Honey, Don't You Want A Man Like Me?''
''Keep It Greasy''
''Village Of The Sun''
''The Meek Shall Inherit Nothing''
''Bamboozled By Love''
''Sy Borg''


Track List CD2:
''Little House I Used To Live In''
''Paroxysmal Splendor (includes FZ & Pig/I'm A Beautiful Guy/Crew Slut)''
''Yo Mama''
''Magic Fingers''
''Don't Eat The Yellow Snow''
''Strictly Genteel''
''Black Napkins''


Com um combo mais compacto contando com nomes que hoje são figurinha carimbada numa possível votação de melhores músicos com os quais Zappa já trabalho, aqui temos caras que hoje são referência dentro do campo de seus respectivos instrumentos. 

É válido ressaltar que na época essa banda era bastante jovem e a vitalidade do som talvez seja uma boa perspectiva para se compreender este referencial jovial e que, com um set list interessantíssimo, deve ter travado o cérebro de todos os sortudos que estavam presentes nessa gravação eternizada no dia 29 de setembro de 1978.


Esse aí é mais um daqueles dias que eu gostaria de ter vivido e o que justificaria todo esse trampo são grandes momentos como ''Twenty-One'', um instrumental amalucado que ainda aparece num ritmo absolutamente alternativo.

Mas para não dizer que as passagens instrumentais roubam a cena o tempo todo (because they do), Frank aparece com todo o potencial radiofônico de sua persona em ''Dancin' Fool'', sempre fazendo uma pausa pra tirar sarro da platéia com ''Honey, Don't You Want A Man Like Man'', tema que exalta sua voz de tenor equilibrita.

Ainda sobre o disco um, vale ressaltar o grande trabalho feito por Denny Walley na guitarra slide para as fritações de ''Bamboozled By Love'' e a perícia dos teclados de Tommy Mars durante os levantes jamaicanos de ''Sy Borg''.


Se esse disco fosse simples já dava pra parar por ai e ainda assim elogiá-lo mais que filho de mãe solteira, mas não, depois de pouco mais de 50 minutos, o disco 2 já entra na pista para extender a viagem por mais uma hora e alguns quebrados.

Aliás a faixa que abre o derradeiro já é um grande Blockbuster. Com ''Little House I Used To Live In'', Zappa instaura um caos muito bem chefiado por Vinnie na batera e Peter Wolf nos teclados. O feeling dos músicos é algo grandioso e são em composições como essa que o grande ideal Zappástico pode ser identificado.


Sua missão não era chocar por puro e absoluto deleite. Suas composições não eram sem sentido, tampouco seus experimentos, muitíssimo pelo contrário! Ter a oportunidade de ouvir as gravações ao vivo desses caras é uma oportunidade de ouro para se entender o quão difícil é expandir a música dentro de um conceito criativo tão complexo e rico.

O medley que eles fazem logo depois da abertura do segundo disco é a prova disso, tem horas que o peso assusta e coloca muita bandinha de Rock no bolso! Mas fique tranquilo, se mesmo depois de tudo isso você ficar com alguma dúvida, a satírica ''Yo Mama'' e todo o seu arregaço virtuose arrepiarão até os pelos da sua orelha canhota. 

São dezenas de improvisos demenciais, meu caro. Você vai ver o estrago que os mais de 18 miutos de ''Don't Eat The Yellow Snow'' farão com seus ouvidos e, se você ainda se aguentar em pé, ajoelhe para rezar assim que ''Black Napkins'' começar a reverberar nos falantes. Essa versão é digna de lágrimas e a bateria do Vinnie Colaiuta precisa ser estuda junta a percussão cabulosa do Ed Mann e toda a destreza de Ike Willis & cia limitada.

Senhoras e senhores: Frank Zappa


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O Jazz do Brand X e o primor de Unorthodox Behaviour


Toda vez que alguém pronuncia o nome ''Phil Collins'', este que vos escreve fica fulo da vida. Este cidadão me causou sérios danos psicológicos, estragou uma de minhas bandas preferidas, e mesmo sendo um belo músico (lê-se multi instrumentista), confesso que ainda teimo em ceder-lhe todo meu respeito.

Mal posso escrever estas linhas sem me exaltar um bocado. Lembro-me como se fosse hoje: cheguei no fim da discografia do Gênesis (setentão) e percebi que as suítes tinham sumido, o Progressivo então nem se fala. Quando fui atrás dos membros daquele pedaço de mera música vendável me senti ultrajado. 

Até Hackett tinha saído, e um dos maiores culpados foi o baterista, o Sr. Collins, o dono da música do Tarzan, um cara pelo qual senti raiva durante anos e que me fez repensar minhas conclusões repulsivas após escutar um dos melhores discos de Jazz Fusion da minha vida. Trata-se da participação chave do músico no debut dos também britânicos do Brand X, e o épico caos de ''Unorthodox Behavior'', lançado em 1976.

Line Up:
John Goodsall (guitarra)
Phil Collins (bateria)
Robin Lumley (teclado)
Percy Jones (baixo/percussão)



Track List :
''Nuclear Burn''
''Euthanazia Waltz''
''Born Ugly''
''Smacks Of Euphoric Hysteria''
''Unorthodox Behaviour''
''Running On Tree''
''Touch Wood''


O Brand X foi uma banda de Jazz Fusion formada em 1975 na Inglaterra. Hoje o grupo infelizmente terminou depois que os caras passaram por um pequeno hiato em 1980 e só voltaram a trabalhar juntos em 1992, encerrando as atividades cerca de sete anos depois, já em 1999.

São oito discos de estúdio na praça, inclusive os caras tiveram um relativo sucesso, pois os primeirostrabalhos do grupo venderam surpreendentemente bem. Fora o Fusion característico, a cozinha também possuia toques Funkeados, o que é sempre muito bem vindo, ainda mais se for no pacote Jazz.


Phil Collins toca bateria neste disco e faz algumas participações em outros trabalhos futuros, porém é neste registro que o cidadão mostra seu talento. Escute esse LP e compare as linhas virtuosas do carequinha com os álbuns posteriores, ''infelizmente'' os senhores terão que se render à sua técnica do e do resto da banda é claro.

As linhas de baixo de Percy Jones são sensacionais, virtuose e criatividade na lata, que, sempre somando o Groove na cama de teclados de Robin Lumley, deixam a parede sonora firme. Forte o suficiente para que a guitarra de Goodsall floreio o Jazz numa eloquência digna de nota e, sempre no vácuo do Jazz, Phil faz seu nome... Escute esta peça meu caro, vale a pena, instrumental fabuloso!

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The Atomic Bitchwax: trio americano vai colar na grade para apresentação única no Brasil

No hall de tours que desembarcaram no Brasil para esse belo começo de ano, a passagem do The Atomic Bitchwax sera curta e verdade, mas o único show que o trio possui agendado para as dependencias de nossa senzala promete e muito.

Depois de trazer os alemães de 3 metros de altura do Samsara Blues Experiment, a Abraxas fez um esquema pra fazer o Chris Koznik (vocal/baixo) Bob Pantella (bateria) e Fin Ryan (guitarra) desviaram a rota para a Clash Club no dia 5 de abril.


Sera a primeira vez do power trio no Brasil e para garantir surdez total ou todo o seu dinheiro de volta, além do show principal, a Grindhouse Hotel vai encostar pra somar junto com o Projeto Trator.


Essa é a sua chance de ver um dos pilares do som que faz o seu vizinho chamar a policia, bem ali, ao vivo, enquanto os 3 meliantes destilam o mais puro creme da insanidade num show que promete ser um blend insano de Fuzz, desleixo e 6 grandes discos num raio de 20 anos de história.

Não vacile:


Serviço:
O que: The Atomic Bitchwax
Quando: dia 5 de abril no Clash Club
Onde: Barra Funda 969, São Paulo
Evento: Facebook
Ingressos on-line: Sympla

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