O Jazz do Brand X e o primor de Unorthodox Behaviour

Toda vez que alguém pronuncia o nome ''Phil Collins'', este que vos escreve fica fulo da vida. Este cidadão me causou sérios danos psicológicos, estragou uma de minhas bandas preferidas, e mesmo sendo um belo músico (lê-se multi instrumentista), confesso que ainda teimo em ceder-lhe todo meu respeito.

Mal posso escrever estas linhas sem me exaltar um bocado. Lembro-me como se fosse hoje: cheguei no fim da discografia do Gênesis (setentão) e percebi que as suítes tinham sumido, o Progressivo então nem se fala. Quando fui atrás dos membros daquele pedaço de mera música vendável me senti ultrajado. 

Até Hackett tinha saído, e um dos maiores culpados foi o baterista, o Sr. Collins, o dono da música do Tarzan, um cara pelo qual senti raiva durante anos e que me fez repensar minhas conclusões repulsivas após escutar um dos melhores discos de Jazz Fusion da minha vida. Trata-se da participação chave do músico no debut dos também britânicos do Brand X, e o épico caos de ''Unorthodox Behavior'', lançado em 1976.

Line Up:
John Goodsall (guitarra)
Phil Collins (bateria)
Robin Lumley (teclado)
Percy Jones (baixo/percussão)



Track List :
''Nuclear Burn''
''Euthanazia Waltz''
''Born Ugly''
''Smacks Of Euphoric Hysteria''
''Unorthodox Behaviour''
''Running On Tree''
''Touch Wood''


O Brand X foi uma banda de Jazz Fusion formada em 1975 na Inglaterra. Hoje o grupo infelizmente terminou depois que os caras passaram por um pequeno hiato em 1980 e só voltaram a trabalhar juntos em 1992, encerrando as atividades cerca de sete anos depois, já em 1999.

São oito discos de estúdio na praça, inclusive os caras tiveram um relativo sucesso, pois os primeirostrabalhos do grupo venderam surpreendentemente bem. Fora o Fusion característico, a cozinha também possuia toques Funkeados, o que é sempre muito bem vindo, ainda mais se for no pacote Jazz.


Phil Collins toca bateria neste disco e faz algumas participações em outros trabalhos futuros, porém é neste registro que o cidadão mostra seu talento. Escute esse LP e compare as linhas virtuosas do carequinha com os álbuns posteriores, ''infelizmente'' os senhores terão que se render à sua técnica do e do resto da banda é claro.

As linhas de baixo de Percy Jones são sensacionais, virtuose e criatividade na lata, que, sempre somando o Groove na cama de teclados de Robin Lumley, deixam a parede sonora firme. Forte o suficiente para que a guitarra de Goodsall floreio o Jazz numa eloquência digna de nota e, sempre no vácuo do Jazz, Phil faz seu nome... Escute esta peça meu caro, vale a pena, instrumental fabuloso!

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