Steven Tyler - O Barulho Na Minha Cabeça Te Incomoda?

Segundo consta, nós, fãs de música de forma geral, buscamos essas benditas autobiografias sonoro-musicais para sair do óbvio, mas de certa forma não sair dele também.

90% das memórias que temos nas prateleiras das livrarias trata sobre a vida de bêbados e ex viciados, logo, quando você pega um livro de um cara que não tem histórias desse nível, é relativamente normal achar as coisas meio monótonas.


Só que o mais engraçado é que quando alguém fala mal de seus devassos heróis você relata o mantra: ''Nem todos os rockstar são drogados'' Mas assuma meu amigo, se não fossem, o livro seria pior que jogar dominó com o atendente do jogo do bicho do seu avô.

E já que agito é o que todos buscamos quando vamos à caça de boas histórias, hoje recomendo o diário de bordo de Steven Tyler, o vocalista da beiça de Mick Jagger. Um ótimo livro para você que gosta de Aerosmith e que admira o frontman, além, é claro, de gostar de relatos fervorosos.


Em mais de 500 páginas a Benvirá narra tudo que Steven Tyler, era, foi e ainda deixa uma pista para o que ele será no futuro. Neste grande registro lançado em 2011, Tyler conta tudo, desde sua fase de baterista de Jazz sendo um Tallarico, até seus problemas na escola pela beiça negra, tudo sempre muito precoce, assim como sua entrada no mundo das drogas e da música

O Aerosmith narrado nesse livro me pareceu uma banda que entre membros é bem distante. O mais citado é Joe Perry, mas isso já era esperado até pelos milhares de problemas que os toxic twins tiveram, porém no geral, a banda parece muito fria e calculista em termos de relações internas.


E durante a fase setentista, onde o grupo começou a bombar, isso nem teve como ser discutido, afinal de contas foram 10 anos de Tours sem parar, enquanto todos os envolvidos surfavam em uma duna de cocaína, e chegavam (não todos é bem verdade) ao submundo do vício com mais um clássico da série: ''Não vi meus filhos crescerem''.

''Recaídas'' e muitas histórias épicas, desde salsichas voando em Woodstock até apagões on stage e uma combustão de Blues na companhia das melhores groupies do ramo. Tudo isso e muito mais junto com toda a sorte de ruídos que ainda ecoam na mente deste mito quase aposentado.

Recomendo fortemente.

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