Curte um som doido? Se liga na Guruguru Brain Records

Você já ouviu falar da banda japonesa de Rock Progressivo, Kikagaku Moyo? Se você nunca sacou a interessante visão de Prog que essa japorongada anda explorando/experimentando, acredito que seus ouvidos estejam perdendo muitas coisas interessantes, ainda mais em termos de mesclas de gênero.

O grupo trabalha com climas, elementos de Rock Psicodélico, Jazz Fusion e até mesmo de Folk, com bastante propriedade, e desde 2012 o quarteto de Tóquio chama bastante atenção da crítica.


Por que o resenhista falou dessa banda antes de entrar no assunto desse post, que é justamente a Guruguru Brain Records? Bom, além dos caras formarem um grupo bastante singular e que compreende uma sólida discografia, formada pela estréia homônima de 2013, além de "Forest Of Lost Children" (2014) e "House In Tall Glass" (2016), e os EP's "Mammatus Clouds" (2014) e "Stone Garden", lançado em 2017, o grupo ainda teve tempo de idealizar um selo.

É o bendito Guruguru Brain Records, um nome levemente sugestivo em função da seminal banda de Progressivo alemão Guru Guru, mas enfim. O que é interesse de saber é que o selo foi fundado em 2014 e o foco está na difusão da música underground asiática.


Em 2017 o projeto levou uma parte de suas operações para Amsterdam, pensando até mesmo em termos mercadológicos, em função da facilidade de acesso e a visibilidade dos países europeus que de fato consomem muita música.  

Desde então o selo já liberou 15 lançamentos, entre EP's e full lengs, além de contar com todo o cast de 9 bandas (10 se você contar o próprio Kikagaku Moyo). Composto apenas por bandas japonesas, a não ser por um projeto de Acid Folk/Rock Psicodélico do Vietnã e outro do Paquistão, os sons ofertados são bastante diferentes entre si, com apenas uma característica em comum: a psicodelia que, de banda para bandas, possui um papel bastante peculiar.


Não só em termos de geografia, mas de sonoridade, é bastante interessante parar pra ouvir essas bandas. Em termos de novas sonoridades, fica claro como o principal norte do selo é essa questão de criar coisas novas e não só isso, a posição estratégica do projeto, com duas bases, uma no Japão e outra na Holanda, demonstram como eles pensaram na cena.

O próprio Kikagaku Moyo já lançou 2 trampos pelo selo, o último full ("House In Tall Glass" de 2016) e também o último EP da banda ("Stone Garden") que foi liberado ano passado.

A própria projeção crescente do grupo trabalha como um gatilho para que as outras bandas ganhem notoriedade conforme os projetos decolam. Aliás, essa é a tônica global em termos de desenvolvimento de projetos dessa natureza: o dinamismo da "nova indústria fonográfica", que já foi descentralizada pelos serviços de streaming faz tempo.


Mais do que uma forma de pulverizar novas sons, esse selo é destaque pelas bandas interessantes que o formam, mas também demonstra o quanto o lance de fazer música precisa de planejamento.

É necessário entender mercados, sacar as ligações geográficas para os fluxos de vendas/interesse e saber como tirar proveito de situações que, infelizmente, não dizem respeito apenas a chegar e tocar.

Para acessar o cast direto, clique aqui e boa fritação.

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