Compilação da Brownswood reúne a nata do Jazz londrino

Fundado em 2006 pelo DJ e colecionador Gilles Peterson, a Brownswood Recordings é um selo independente de Londres.

Um dos expoentes do riquíssimo cenário Jazzístico na Inglaterra, junto de nomes como a Jazz Re:freshed, por exemplo (outra produtora/selo londrino), esses caras possuem grande importância nessa nova efervescência sonora que está rolando no país.

A saxofonista Nubya Garcia durante seu primeiro show em São Paulo (realizado no Jazz nos Fundos) - Foto: Macrocefalia Musical

Abraçando linhas das mais diversas, desde o Fusion até o Free e o Funk, a Inglaterra está vivendo uma revolução em termos de linguagem e abordagem frente ao Jazz.

Com literalmente centenas de bandas, Londres, o distrito de Brixton e  a cidade de Brighton, entre outros arredores, concentram um Big Bang sonoro que está ganhando o mundo com grande velocidade.

O guitarrista Mansur Brown durante show realizado no Centro Cultural Cecília ao lado do Yusef Dayes Quartet - Foto: Macrocefalia Musical

A cena ganhou os palcos dos maiores festivais do mundo, como é o caso do North Sea Jazz Festival, AFROPUNK e o Glastonbury, por exemplo e o underground ganhou tanto dinamismo que a Brownswood resolveu gravar um disco só com a nata dos músicos locais.


Track List & Bandas:
"Inside The Acorn" - Maisha
"Pure Shade" - Ezra Collective
"The Balance" - Moses Boyd
"Brockley" - Theon Cross
''Once" - Nubya Garcia
"Black Skin, Black Masks" - Shabaka Hutchings
''Walls" - Triforce
"Go See" - Joe Armon-Jones
"Abusey Junction" - Kokoroko


Lançado no dia 09 de fevereiro desse ano, esse registro é um banquete imperial para uma verdadeira imersão no que existe de melhor no Jazz atualmente. São 9 bandas e 9 músicas que registram o alto teor critivo de grupos como Ezra Collective (se liga no teclado do Joe Armon-Jones), Nubya Garcia (o Joe Armon-Jones também toca aqui também, mas preste atenção no swing caribenho), o Fusion estonteante do Triforce (saque as guitarras do Mansur Brown) e outros grupos tão originais que esse trampo virou até vinil duplo.

A música mudou e a desconstrução continua. Um verdadeiro sopro de ar fresco, esse projeto mostra como ainda é possível ouvir algo novo e se surpreender.

O melhor de tudo é que tem muita gente boa de fora desse trampo, então se preparem para pesquisar e valvular os ouvidos com o universo paralelo que será descoberto após o play.

O Jazz é duro na queda e o resultado carrega toda a vibração e excitação de um novo movimento sonoro. Ouvidos atentos para esse que é um dos lançamentos mais interessantes de 2018.

Como diria o Criolo: "Fique atento, irmão, fique atento."

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