Rod Stewart - Rod: A Autobiografia

Infelizmente ainda não tive a chance de conhecer Rod Stewart pessoalmente, mas pelo que absorvi durante a leitura de sua autobiografia, sinto que o conheço profundamente. Acredito que se nos cruzarmos em algum boteco, eventualmente, vamos até tomar uma. O bom humor do britânico é digno de nota.


Intitulada "Rod", a autobiografia do cantor saiu em 2013 nos EUA e chegou ao Brasil Setembro de 2014, dessa vez pela Globo livros - selo que está de olho neste ''novo mercado'' de literatura do groove.


Se você gosta de Rod Stewart, Jeff Beck, Faces e de boa música de maneira geral, fique o senhor sabendo que este livro é completamente indispensável em sua coleção. A escrita é realmente muito leve e o resultado é um daqueles relatos que você começa num dia e termina no outro. Fala mansa, bom humor, verdades e uma boa xícara de chá, essa é a base do papo com Rod.

Fruto de um nascimento conturbado - em virtude do final da segunda Guerra Mundial - o vocalista veio à Terra no dia 10 de janeiro de 1945, como o trabalho final de seus pais, a obra de arte que completou a grande família de descendentes de escoceses. O clã, como o próprio Stewart gosta de pontuar no livro.


Jogador de futebol, falso coveiro, Beatnik, mod... Rod fez de tudo e aqui deixa claro como, por quê e ainda enumera os fatos de maneira surpreendente. Narrando-relembrando a correria de um jovem no início da carreira, o amigo do Elton John revive os detalhes de todos os grupos dos quais fez parte. 

Histórias sobre o ''Jimmy Powell And The Five Dimensions'', ''The Hoochie Coochie Men'' - e seu mentor Long John Baldry - ''The Steampacket'', ''Soul Angents'', ''Shotgun Express'', ''The Jeff Beck Group'', ''Faces''... É um prato cheio e condensa todas as fases do volátil compositor. 


Repleto de citações sempre engraçadíssimas de Ronnie Wood - seu grande amigo desde os tempos do Faces - histórias sobre sua "competição de hits" com o pianista Elton John e uma verdadeira aula sobre paisagismo e decoração. Assim como seu topete, essa narrativa é deveras elegante.

Mais do que confessar seus excessos, Rod contempla o leitor com uma cobertura completa dos discos e seus respectivos hits que foram a trilha sonora de várias gerações. Demonstrando enorme lucidez, sua voz desafia não só o tempo, mas também a contagem de vendas de discos. Saúdem o Sam Cooke Beatnik.

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