Saiu outro Boiler Room com o Kamaal Williams

O Boiler Room é um projeto lançado em 2010. Inicialmente a ideia começou com foco em sets de DJ's e o conceito era promover um rolê ao vivo e explorar a cultura dos clubes e as diversas linhas estéticas do riscado vinílico. 

Com o passar do tempo, até DJ's brasileiros - como o KL Jay - participaram dessa iniciativa e o interessante é como eles cuidam muito bem desse conteúdo. Os vídeos captados são exibidos ao vivo e depois eles ainda sobem o material completo no YouTube.

São quase 9 anos trabalhando no canal e com isso já pode-se imaginar o tamanho do acervo e como ele contempla linhas que vão desde o groove até o House. 


Como essa é uma iniciativa que se espalhou pelo mundo - tem Boiler Room até no Brasil - o canal se transformou num verdadeiro celeiro de novos sons e artistas. É batata, se você quiser achar algo nessa linha mais eletrônica, o Boiler Room é o canal pra você.

E só para se ter uma dimensão do tamanho e respectivo impacto do projeto, é tanto som rolando que a equipe responsável resolveu expandir, e foi aí que surgiu o "Energy Behind The Track", novo conceito que aponta para o futuro da música eletrônica X a mescla de instrumentos orgânicos.


Feito em parceria com a Apple, o projeto fez sua estreia com o Kamaal Williams e o resultado é  muito interessante, pois além de conseguir englobar desde a visão do artista frente ao Jazz - além de suas influências - discutindo a liberdade do som como se fosse uma linguagem, ainda rola uma live session cabulosa no final.

Cada vídeo vai ter duas saídas. Um "Behind The Track" e outro com o material da sessão ao vivo. Em pauta, os músicos entregam um improviso e mesclam os instrumentos orgânicos com a visão de produtor, graças ao auxílio da tecnologia da Apple.

A ideia é mostrar como a tecnologia está impactando a música de um jeito positivo. É um assunto que divide opiniões, mas depois do play, Nathaniel "Tonez" Fuller (bateria), Ed Cawthorne (flauta) - aka ("Tenderlonious") e Rick Leon James (baixo), lançam um groove que nos faz acreditar piamente, não só nessa belíssima cena Jazz de UK, mas também na tecnologia, que pode maximizar o Funk e levar o swing para um número cada vez maior de pessoas.

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